{Resenha} Onde Cantam os Pássaros - Evie Wyld

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Bom dia, pessoas lindas que me acompanham no blog.

Sumi porque to com muita coisa pra pouca Lays, não to tendo tempo de ler mais (mil choros)
Mas, com muita fé (haha) consegui terminar um livro que me deixou extremamente apaixonada. Lá vamos nós.

O que dizer, primeiramente, da Darkside?
Os livros dela são P E R F E I T O S. Eu comecei me apaixonando pela editora ao adquirir o livro "onde cantam os pássaros", pois ele é magnífico, assim como todos os outros livros que essa editora linda criou. A capa é dura, contém um marca página embutido - sendo um alívio para mim, que sempre derrubo o marcador e perco a página que estou -, as páginas são amarelinhas e a sua contra-capa, sério, para que tanta perfeição? Me apaixonei pelas ovelhinhas todas amontoadas. Depois disso, essa editora já tinha ganhado meu coração eternamente.

Não resisti a tanta belezura, tive que pular toda a minha fila literária para poder lê-lo, e, confesso que não me arrependi. Vou contar um pouquinho da minha experiência como leitora iniciante da Darkside.

Livro: Onde Cantam os Pássaros
Autor: Evie Wyld
Editora: Darkside
Páginas: 256

Sinopse: No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha - e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção. 

Aos poucos, vamos descobrindo mais sobre as suas habilidades em tosquiar e cuidar de ovelhas, aprendidas ainda quando jovem, em sua terra natal, na Austrália. E vamos aprendendo também o que aconteceu lá, que acabou por conduzir White à uma vida de reclusão e isolamento. E sobre as contradições e diferenças entre um passado (sempre narrado no tempo verbal presente) cheio de vida e calor, e o presente (narrado por sua vez no passado) repleto de lama, frio e um ritmo mais desacelerado, paira uma atmosfera absolutamente brutal. 

O livro é muito bem escrito, contando a vida - em flashes momentâneos, da fazendeira Jake White -. No começo, encontramos Jake na sua nova vida, cuidando de suas ovelhas e tentando levar uma vida normal, mas algo assola sua calmaria, e durante todo o livro tentamos entender qual o grande segredo que ronda sua vida e suas cicatrizes (e o mais legal de tudo isso, este segredo só é revelado no último capítulo - haja coração haha).
Por ser contado em flashes, descobrimos sua história aos poucos, criando a cada novo capítulo, um novo mistério. É inacreditável a quantia de interrogações que se cria na cabeça ao tentar entender o porque de Jake se esconder numa ilha tão afastada e por não ter amigos, em paralelo a esses seus medos, algo assola a fazenda, uns dizem que é apenas uma raposa, outros dizem que são os garotos baderneiros, mas para Jake, o culpado da morte de suas ovelhas, certamente, é um monstro, pois ninguém seria capaz de tanta crueldade.
Durante a trajetória, surge um personagem que conseguirá romper com a solidão de Jake, e os dois, tentam se ajudar nas tarefas que foram incumbidos de realizar. Lloyd se torna o único amigo de Jake, e juntos, tentam entender o porque do sumiço de suas ovelhas.
Independente do seu passado e de seu motivo de ter se mudado para a pequena ilha, Jake me inspira por mostrar que é independente e não precisa de homem para ser feliz, um tanto quanto moderno se pensarmos nas reivindicações diárias que me deparo, em todos os meios de comunicação, de mulheres querendo ter respeito e ter direitos iguais independente do seu gênero sexual.

A partir desse livro, a Darkside ganhou meu coração, só de saber que eles são voltados à livros de terror, dá vontade de ter toda a sua coleção. Sem contar, que o modo que o livro foi escrito nos possibilita uma viagem fantástica, adoro quando o narrador é em terceira pessoa, amo mais ainda quando ele é onisciente :D

Classificação:


Abaixo deixo um pouquinho de sua belezura:


Capa maravilhosa e ainda por cima dura *.*

Ovelhinhas muito fofas na contra-capa

Vanillinha e suas sardas acompanhando a leitura *.......*

Para fechar com chave de ouro, as folhas tem extremidades preta :O

Espero que tenha transmitido a vocês, um pouco do meu amor por essa editora, indico a todos seus livros, são perfeitos tanto fisicamente quanto na sua história. Até a próxima :D












Daniel Handler

2 comentários:


Daniel Handler nasceu em 28 de fevereiro de 1970, em São Francisco. É um escritor e cineastra americano, sendo conhecido, também, pelo seu pseudônimo "Lemony Snicket". Filho de Sandra Handler Day e Louis Handler, Daniel tem parentesco distante com o escritor inglês Hugh Walpole. Casado com Lisa  Brown, artista gráfica que conheceu na universidade, com quem tem um filho chamado Otto Handler.
Originalmente, Handler utilizava o codinome Lemony Snicket ao invés do seu próprio nome na lista de correio de diversas organizações de extrema direita sobre as quais ele pesquisava para escrever um de seus livros. Isso se tornou uma espécie de brincadeira entre os seus amigos, que costumavam pedir pizzas sob o nome. Como Lemony Snicket, Handler escreve a série de livros chamada Desventuras em Série; há treze livros lançados da série, junto com sua Autobiografia Não Autorizada e The Beatrice Letters.
Snicket é um personagem indireto (não participa diretamente da história) da sua trama.

Sobre Lemony Snicket:
Quando ainda muito pequeno, Lemony foi levado de sua casa e família por uma organização secreta denominada C.S.C (Corporação pelo Salvamento das Chamas), e dela, após uma longa e dura fase de testes, se tornou voluntário. Foi nesta mesma organização que conheceu Beatrice Baudelaire, de quem se tornou noivo mas, por motivos desconhecidos (provavelmente porque ela pensava que Lemony cometera diversos crimes, entre eles incêndios, causados exclusivamente pelo conde Olaf, pois assim culpou-o o Pundonor Diário, antes de anunciar sua suposta morte) jamais pôde se casar. 
Nos livros Desventuras em Série, todas as dedicatórias são para Beatrice. A vida e suposta morte de Lemony está envolta por mistérios, não apenas devido a sua natureza perigosa e excitante como também por dificuldade de se distinguir o que é verdade, o que é mentira e o que é grosseiro erro d'O Pundonor Diário. Nos livros Desventuras em Série, ele deixa muitas pistas escondidas em pequenos fragmentos sobre seu possível esconderijo, como chegar até ele e como ele chegou até lá.
No livro do Hospital Hostil, Lemony Snicket possivelmente estava lá, pois havia um nome na lista que os Baudelaire pediram do C.S.C falso, que podia ser um anagrama do seu nome.

Obras:

Série: Desventuras em Série
Livros: Mau Começo, A Sala dos Rápteis, O Lado das Sanguessugas, Sérraria Alto-Astral, Inferno no Colégio Interno, O Elevador Ersatz,  A Cidade Sinistra dos Corvos,  O Hospital Hostil,  O Espetáculo Carnívoro, O Escorregador de Gelo,  A Gruta Gorgônea, O Penúltimo  Perigo, e, O Fim.
Autor: Lemony Snicket

Sinopse: Desventuras em Série é uma série composta de treze livros escritos por Lemony Snicket e ilustrado por Brett Helquist. A série narra as aventuras de três crianças - os órfãos Baudelaire - após a morte de seus pais em um incêndio. A série é repleta de alusões literárias e culturais. Uma adaptação para o cinema dos três primeiros livros da série foi lançado em 2004.



















Livro: Raiz-Forte: Verdades Amargas que Você Não Pode Evitar
Autor: Lemony Snicket








Livro: Lemony Snicket: Autobiografia não Autorizada
Autor: Lemony Snicket








Livro: O pedacinho de Carvão
Autor: Lemony Snicket






Livro: Quem poderia ser a uma hora dessas?
Autor: Lemony Snicket








Livro: Quando você a viu pela última vez?
Autor: Lemony Snicket

Espero que tenham gostado de saber um pouquinho mais sobre a história do Daniel Handler. Estarei preparando mais um autor para publicar no Acervo dos Autores, sugestões, deixem nos comentários :)



Resenha - O Fim

6 comentários:

Bom dia, amorzinhos! Tudo bem com vocês?

Fim de semana com dia dos pais é extremamente compromissado, fazendo com que todas as suas leituras sejam deixadas de lado e, com isso, atrasa as resenhas. Mas, enfim, peguei ontem para terminar essa série e confesso: QUE FINAL INUSITADO. Nunca que pensaria numa conclusão daquela, o senhorito Lemony conseguiu me surpreender bonitamente. hehe

Livro: O Fim
Autor: Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Páginas: 312

Sinopse: Finalmente, o tão esperado 13o. volume que encerra a longa narrativa da terrível saga dos órfãos Sunny, Klaus e Violet. Mesmo que a vida dos três oferecesse mistério e martírio suficientes para preencher milhares de páginas, Lemony Snicket garante ter chegado à reta final da solene tarefa que lhe ocupou tantos anos de vida.Mas, como sempre, vale o alerta: aqueles que encontram prazer e alegria em outras coisas, que passem ao largo deste livro - pois é bem possível que O fim acabe com a vida do leitor mais suscetível. Mesmo quem enfrentou corajosamente os doze volumes anteriores não irá suportar tanta desgraça, como uma tempestade bravia, uma bebida suspeita, um bando de ovelhas selvagens, uma gaiola de passarinho gigante e ornamentada, e um segredo de fato assustador sobre os pais dos Baudelaire.Para completar, diferentemente dos outros livros da série, neste último o grande vilão, conde Olaf, está presente desde o início da narrativa. Ele e os Baudelaire começam juntos: estão todos no barco que os salvou no final de O penúltimo perigo. Atracam em uma ilha, que, perdida no meio do oceano, é povoada por náufragos e comandada por Ishmael, um homem barbudo que tem os pés feridos sempre cobertos de barro. Tudo muito suspeito...Será que todo o mistério finalmente será revelado? Afinal, quem são os pais dos órfãos Baudelaire, o que é C.S.C., e o que acontecerá com todos os personagens da série? Bem, talvez O fim não seja para qualquer um. Por isso é de fato muito recomendável que se faça um check-up cardíaco antes de ler o livro.

O fim já se iniciou, os irmãos Baudelaire percebem que está ocorrendo uma cisão em todos os grupos presentes no mundo, e com isso, anuncia um triste fim para toda a humanidade. Após escaparem do hotel Desenlace, as crianças se veem à bordo, em um barco, com seu arque inimigo. Já não bastasse tanta desventura, uma terrível tempestade se forma e assola os navegantes, os levando até uma ilha deserta onde habitam os naufragados de todos os desastres marítimos, pois - segundo o "chefe" da ilha - tudo um dia desaguam naquela praia.

Este livro tem a função de responder todas as perguntas criadas ao longo dos doze últimos livros, e confesso que fiquei meio desapontada, espera um final mais feliz e não apenas uma conformação na parte dos irmãos Baudelaire. Após ler esta série, você fica pensando "o mundo é muito injusto e o Lemony parece querer alertar os jovens leitores sobre como nada é do jeito que queremos".

Esta série deve ser lida por todos, de preferência durante a infância. A magia que habita nestas páginas nos instiga a querer ser alguém como os órfãos Baudelaire, desejando sempre o bem para as pessoas, não alimentar o ódio e querer sempre o bem. Apesar da minha idade, este livro me ensinou muito e estou muito feliz por isso. Salientando que todos devem ler, isso é sério (hehe)..

O Fim..
O box lindo ♥
Classificação: 

Espero que tenham gostado e se divertido durante os seis livros que trouxe para vocês, o próximo, portanto, será a noite dos mortos-vivos!












Resenha - O Penúltimo Perigo

8 comentários:
Bom dia, queridos leitores. Tudo bem com vocês?

Essa semana tem sido muito corrida para mim, mas fiz o possível e o impossível para poder terminar de ler o décimo segundo livro da série "Desventuras em Série" para trazer a minha opinião para vocês. A leitura, para mim, começou a ficar um pouquinho repetitiva - talvez seja por ser o 12º livro que conta uma mesma história - mas, a partir da metade do livro pude perceber o desenrolar da história, que me proporcionou uma vontade de querer terminar esta série. Então trago à vocês, a penúltima resenha desta incrível história.

Livro: O Penúltimo Perigo
Autor: Lemony Snicket
Páginas: 320

Sinopse: Quem, em prantos, seguiu as "Desventuras em Série", vai chorar ainda mais com o 12º e último livro antes do último livro da terrível coleção de Lemony Snicket. Nele, os órfãos Baudelaire enfrentam o odioso Conde Olaf no Hotel Desenlace, onde os horrores se sucedem; uma vilã vestida de alface, gente furtiva perambulando no porão, um relógio sinistro, um açucareiro perdido, uma lavanderia com Cerramento Supravernacular Complexo, um tribunal vendado, pessoas nobres e pérfidas no mesmo barco e um final terrivelmente surpreendente.




O penúltimo livro chegou, não demorou muito e acabou. Confesso que estou assustada ao comparar as três crianças Baudelaire, sua evolução é evidente e percebe-se que amadureceram muito através de suas diversas desventuras. Inacreditável, como o autor conseguiu seguir essa linha de evolução, mostrando claramente que os personagens evoluíam, na mesma medida, que seus leitores. Confesso que estava meio cansada do começo desse livro, mas o final é muito entusiasmante, nos preparando para a última jornada dessas três pobres crianças ricas.

Dentro do táxi, que as esperavam na praia do Sal, estava Kit Snicketm ela os levaria até o hotel Desenlace, onde toda a trama do duodécimo livro será contada. Chegando ao destino, as crianças obtém diversas respostas de perguntas antigas através da senhora Kit, descobrindo, também, que deverão se passar por concierges, devendo espionar todos os hóspedes daquele hotel.

Durante o primeiro dia no novo trabalho, as crianças percebem que todos os seus antigos tutores - os que sobreviveram - estão hospedados no hotel aguardando um grande evento que irá ocorrer na quinta-feira, este evento tem como função o julgamento do conde Olaf, e a disseminação de todas as descobertas que os voluntários da C.S.C. puderam reunir, durante suas vidas, sobre a vilania que está presente em todos os cantos do mundo. O aparecimento desses antigos personagens tem função primordial no desenrolar da história, pois criará nas crianças um sentimento de "Sou um voluntário ou uma pessoa vilanesca", desenterrando mágoas e medos que estavam sendo enterrados, pouco a pouco, pelos órfãos. E, para mostrar que o bem, no final, sempre vence.

O narrador começa a participar ainda mais da história, dando a impressão que ele poderá aparecer no livro a qualquer instante. Estou apaixonada pela evolução deles, e tenho muito amorzinho pela Sunny, ela é uma menininha muitooo linda e esperta, e, extremamente prendada hahaha..
Minha querida Nevasca desfrutando da leitura com a mamãe *.*
Momento em que os irmãos Baudelaire descobrem um dos mistérios do hotel


Classificação:

Espero que tenham gostado da postagem de hoje. Beijinhos!